Cheira a quente, aqui perto.
O padeiro sem luvas amassa o pão
antes de o fazer.
Cheira a forno aquecido e a farinha!
Segue-se a rua amarelada,
pintada de outono e castanhas.
Ao dobrar da esquina uma estranha sensação
de familiaridade.
Abre-se a porta de uma casa.
"Bom dia!"
É dia.
É dia frio.
É dia frio de sol na praça.
E as pessoas cruzam-se como linhas,
tropeçam como crianças entusiasmadas,
saltitam de corpo em corpo,
para trás e para a frente.
As janelas espreitam para a rua,
envergonhadas no início,
até ao momento em que tudo ali
é transparente.
O sabor da casa, do espaço,
absorve aquela amena aragem da rua,
amanhecida.
E a rua, essa mulher fugaz,
aceita o aconchego.
Traz de dentro as histórias para contar,
novelos de ditos e não ditos,
excertos de fadas e princípes.
Em tudo se acredita, ao amanhecer.
Em tudo se crê quando a cidade acorda,
para nos brindar,
com mais um dia de sol.
domingo, dezembro 16, 2007
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