de todas as estorias de encantar
criei-me, mais do que em outra qualquer,
na daquele menino loiro.
trouxe uma flor no colo e nao sabia para o que vinha
foi-se deixando ficar
ate ser hora de ir dormir.
chegou atrasado,
ja nao era o tempo
das estórias de encantar,
nao para mim.
quarta-feira, junho 13, 2007
domingo, junho 10, 2007
Era noite, já escura, e o ceu estrelado nao era igual ao daquela noite em que, debaixo das estrelas cadentes, nos encontramos pela primeira vez. Eu sentia-me segura e instavel ao mesmo tempo, como se nao soubesse distinguir o amargo do doce. Ser gente é dificil. Há dias em que desejamos controlar a razao, deixa-la guardada num canto; mas noutros, faz falta um pouco de sensatez, robustez de espírito. Queria encontrar-te, e estavas ao meu lado.
Enquanto eu dormia, tu deixavas o sangue correr-te nas veias. Lento. Discreto, como se fosse água. Às vezes, mesmo sem saberes, eu olhava-te, por dentro, e encontrava-te sereno, meio adormecido, debaixo do calor que a luz da lua te transmite. Sempre estranhei essa tranquilidade, embora a soubesse minha também.
É possivel ser estranho, hoje em dia. É possivel crescer para dentro, como as raízes, sem que isso se note por força. Muitas vezes o essencial é mesmo invisível aos olhos e nem nos damos conta da veracidade dessa afirmaçao. Foi preciso conhecer-te, saber-te "tu", para acreditar que as flores e as arvores e os frutos sao mais, muito mais.
E enquanto eu dormia e o teu sangue corria nas veias, fez-se manhã. Essa que tambem nasce dentro de cada um de nos! Senti alguma estranheza, no inicio. Temi que a manhã me roubasse a plenitude e o sossego que a noite traz a qualquer espírito balançado, mas nao. Nao. Ela veio, passo a passo, para me mostrar que ao acordar pinto o mundo de várias cores, tenho música dentro de mim e fora também, tenho segredos e poemas que transpiram pelos poros da minha pele. Quis acreditar que essa sensaçao pode durar para sempre, e é verdade.
Enquanto eu dormia, tu deixavas o sangue correr-te nas veias. Lento. Discreto, como se fosse água. Às vezes, mesmo sem saberes, eu olhava-te, por dentro, e encontrava-te sereno, meio adormecido, debaixo do calor que a luz da lua te transmite. Sempre estranhei essa tranquilidade, embora a soubesse minha também.
É possivel ser estranho, hoje em dia. É possivel crescer para dentro, como as raízes, sem que isso se note por força. Muitas vezes o essencial é mesmo invisível aos olhos e nem nos damos conta da veracidade dessa afirmaçao. Foi preciso conhecer-te, saber-te "tu", para acreditar que as flores e as arvores e os frutos sao mais, muito mais.
E enquanto eu dormia e o teu sangue corria nas veias, fez-se manhã. Essa que tambem nasce dentro de cada um de nos! Senti alguma estranheza, no inicio. Temi que a manhã me roubasse a plenitude e o sossego que a noite traz a qualquer espírito balançado, mas nao. Nao. Ela veio, passo a passo, para me mostrar que ao acordar pinto o mundo de várias cores, tenho música dentro de mim e fora também, tenho segredos e poemas que transpiram pelos poros da minha pele. Quis acreditar que essa sensaçao pode durar para sempre, e é verdade.
Conheci aquela estrada pedregosa
De um caminho sem regresso,
Vi as tormentas do mar revolto
Em solidão,
Na areia salgada.
Abri os olhos para as estrelas
Sem medo de perder na escuridão
A esperança dos segredos
Reconhecidos...
Transformei ilusões desmedidas
Em pequenas vidas,
Em mágicas palavras e orações.
Tentei não esquecer o valor de uma carícia,
O sentido de um sorriso,
O sabor de uma lágrima pura,
E na serenidade da tua voz
Encontrei a paz,
Tantas vezes desejada
Nos sonhos de uma criança.
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