
domingo, julho 12, 2009
domingo, setembro 28, 2008
Tú, el prójimo, el próximo
mi más cercano, Tú. El
más cerca a mi que yo mismo,
Tú que estás dándome ser;
Tú que existes, yo no existo;
Tú que ves esta Babel
en que tantos yos gritamos
sin lograrnos entender.
Tú que eres tú, al que se quiere
Tú que hiciste el redondel
descentrándonos del punto
en que se muere: Tú, Él,
danos amor, que es tuísmo
yo no soy sino en tu ser.
Miguel de Unamuno
mi más cercano, Tú. El
más cerca a mi que yo mismo,
Tú que estás dándome ser;
Tú que existes, yo no existo;
Tú que ves esta Babel
en que tantos yos gritamos
sin lograrnos entender.
Tú que eres tú, al que se quiere
Tú que hiciste el redondel
descentrándonos del punto
en que se muere: Tú, Él,
danos amor, que es tuísmo
yo no soy sino en tu ser.
Miguel de Unamuno
sexta-feira, setembro 12, 2008
"Sei como proceder com os crápulas, pois esse é o meu trabalho. Um homem honesto desconcerta-me. Foi o que lhe aconteceu. Nunca ninguém conseguiu ludribiá-lo, roubá-lo, vigarizá-lo ou sequer fazê-lo lamentar-se. Experimentou ensinar um ingénuo a defender-se mas o outro não quis aprender. Ele quis saber qual era a sua força e descobriu que era a honestidade."
John Steinbeck, in O Inverno do Nosso Descontentamento
John Steinbeck, in O Inverno do Nosso Descontentamento
sexta-feira, agosto 08, 2008
Ninguém avança pela vida em linha recta.
Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário.
Por vezes, saímos dos trilhos.
Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó.
As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar.
No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver.
Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo.
Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutávelmente para trás, atolados no caminho.
Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável.
É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar.
Henry Miller
Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário.
Por vezes, saímos dos trilhos.
Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó.
As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar.
No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver.
Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo.
Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutávelmente para trás, atolados no caminho.
Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável.
É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar.
Henry Miller
terça-feira, junho 24, 2008

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
Thats the time you must keep on trying
Smile, whats the use of crying?
Youll find that life is still worthwhile
If you just smile
Thats the time you must keep on trying
Smile, whats the use of crying?
Youll find that life is still worthwhile
If you just smile
quarta-feira, maio 14, 2008
um dia eu trouxe uma sombra. encostei-a a um canto do meu quarto e deixei-a lá, para que olhasse para mim. às vezes preciso que olhem para mim, só porque sim. não se trata de ter um desejo íntimo e incontrolável de ser o centro do mundo, trata-se, isso sim, de uma necessidade de olhar alguém nos olhos. e como desde há muito tempo as pessoas não se olham nos olhos, eu encontrei uma sombra. essa ainda me olha nos olhos.
as pessoas perderam esse hábito.
é como se agora o Tempo, esse inimigo, não nos deixasse olhar as outras pessoas nos olhos. como se agora as almas se ferissem em pequenas desventuras insípidas, até se arranharem na sua essência.
será que essa ferida vai sarar?
às vezes a minha mãe dizia essa palavra "sarar" e eu achava que ela tinha tanto de engraçado como de ridículo...perdia-me na sua sonoridade. sarar! sarar!
mas agora entendo porque é que é tão importante sarar as feridas, mesmo os arranhões mais pequenos podem tornar-se buracos enormes, se não forem bem sarados. E só o tempo e os olhares, e muitas vezes a paciência, nos permitem sarar as feridas.
Só que agora, nos tempos de hoje, essas palavras estão em vias de extinção! não se encontram nas gentes, e eu tenho saudades delas! tempo, olhares, paciência!
talvez um dia todas elas renasçam! todas elas surjam, dentro ou fora das pessoas, nas sombras que olham para nós, ou na manhã que nasce para nós, ou na noite que se veste para nós...gentes! perdidas! como eu!
as pessoas perderam esse hábito.
é como se agora o Tempo, esse inimigo, não nos deixasse olhar as outras pessoas nos olhos. como se agora as almas se ferissem em pequenas desventuras insípidas, até se arranharem na sua essência.
será que essa ferida vai sarar?
às vezes a minha mãe dizia essa palavra "sarar" e eu achava que ela tinha tanto de engraçado como de ridículo...perdia-me na sua sonoridade. sarar! sarar!
mas agora entendo porque é que é tão importante sarar as feridas, mesmo os arranhões mais pequenos podem tornar-se buracos enormes, se não forem bem sarados. E só o tempo e os olhares, e muitas vezes a paciência, nos permitem sarar as feridas.
Só que agora, nos tempos de hoje, essas palavras estão em vias de extinção! não se encontram nas gentes, e eu tenho saudades delas! tempo, olhares, paciência!
talvez um dia todas elas renasçam! todas elas surjam, dentro ou fora das pessoas, nas sombras que olham para nós, ou na manhã que nasce para nós, ou na noite que se veste para nós...gentes! perdidas! como eu!
sábado, abril 26, 2008
O dia a seguir ... liberdade...
Escrevo,
e trago no peito escrito o que escrevo.
E escrevo.
Escrevo porque posso,
porque te ouço
cantando levemente lá ao fundo
e embalo-me pela tua melodia,
enriquecida com novos sons,
notas musicais de uma nova pauta.
Escrevo porque sinto,
o fresco sabor a mentol do ar orvalhado
e o prenúncio da manhã invadindo
os meus sentidos,
trazendo até mim novas paragens,
escondidas e agora desvendadas,
sem medo.
Escrevo porque falo,
diariamente, intensamente,
palavras sem sentido,
palavras de mãos dadas,
continuo escrevendo,
sem perder uma palavra
nas entrelinhas das tintas azuis.
Escrevo porque penso,
penso o mundo e o espaço
como linhas contíguas a mim,
a ti,
a todos.
Escrevo porque ouço,
um estrilhaçar de gentes partidas,
uma gargalhada intensa, apaixonada.
Escrevo porque posso.
Hoje posso.
Escrevo,
o que trago no peito escrito,
escrevo,
porque hoje posso!
e trago no peito escrito o que escrevo.
E escrevo.
Escrevo porque posso,
porque te ouço
cantando levemente lá ao fundo
e embalo-me pela tua melodia,
enriquecida com novos sons,
notas musicais de uma nova pauta.
Escrevo porque sinto,
o fresco sabor a mentol do ar orvalhado
e o prenúncio da manhã invadindo
os meus sentidos,
trazendo até mim novas paragens,
escondidas e agora desvendadas,
sem medo.
Escrevo porque falo,
diariamente, intensamente,
palavras sem sentido,
palavras de mãos dadas,
continuo escrevendo,
sem perder uma palavra
nas entrelinhas das tintas azuis.
Escrevo porque penso,
penso o mundo e o espaço
como linhas contíguas a mim,
a ti,
a todos.
Escrevo porque ouço,
um estrilhaçar de gentes partidas,
uma gargalhada intensa, apaixonada.
Escrevo porque posso.
Hoje posso.
Escrevo,
o que trago no peito escrito,
escrevo,
porque hoje posso!
Subscrever:
Comentários (Atom)