quarta-feira, dezembro 14, 2005

Cinza das brumas cinzentas
Percorre o curso das lágrimas
Vagueia nas estradas humanas da ilusão!
Não há verde neste remar lento
Incapacitado de acção, de vento…
Desejo agua para ti…para te secar
Para limpar teu corpo transformado.
Preciso de agua para te fazer renascer
Do calor das mãos queimadas.
Que chama que não cessa
E arde sem receio e sem amor!
Que fogo de crime mal desenhado pode
Destruir,
Levar,
Trair a alma inocente e livre
De uma aragem continuada.
Cinza do que era um bosque, outrora
Onde os sonhos iluminados
Se despenhavam com prazer…
Agora negra, talvez vazia de respiração!
Não há mais…
Ardeu mais um pulmão, sem retorno,
Morreu meu canto de expressão
Nesse fogo que levou para longe
A alma verde de tudo o que nasce
Para amar a vida simples de uma flor!

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