quarta-feira, dezembro 21, 2005

casa ...

Não disse nem mais uma palavra enquanto fumava aquele cigaro, sob a sua própria sombra. Eu permaneci. Eu adormeci. Não entendia o seu silêncio pesado e ele tão pouco quis explicá-lo; talvez ele mesmo não soubesse o que o tinha deixado naquele estado sonâmbulo de não saber sequer onde pôr as mãos,coladas ao corpo.
Não importa!
Estavamos ambos certos que nada dentro daquela casa podia tocar-nos, ou demover-nos; nada do que sentiamos ia ser segredado pelas paredes brancas que só escondiam alma.
O fumo oscilava suavemente entre a vidraça enevoada e os suspiros, e ele...ele não falava. E eu...eu não ouvia! Que corpos estranhos com uma alma dividida...


naquela sala...tudo era nosso, tudo era paz. Dormimos, e o sol já espreitava quando o ouvi dizer muito baixinho ... "é manhã! quero-te!"

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